Cruz da Esperança inicia peregrinação por Duque de Caxias como símbolo de fé, comunhão e missão no Jubileu 2025

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No próximo dia 18 de agosto, a Diocese de Duque de Caxias acolherá a Cruz da Esperança, símbolo Regional Leste 1 – CNBB do Jubileu Ordinário de 2025, instituído pelo saudoso Papa Francisco. O sinal, apresentado oficialmente em novembro de 2024 durante o encerramento da 22ª Assembleia Eclesial do Regional, tem percorrido as dioceses do Estado do Rio de Janeiro como expressão concreta de solidariedade, comunhão e anúncio da esperança cristã.

A Cruz chega vinda da Diocese de Valença e será acolhida na Catedral de Santo Antônio, no Centro de Duque de Caxias, às 18h. Permanecerá na Diocese até o dia 20 de setembro, percorrendo todas as Regiões Pastorais: Centro (18 a 31/08), Periferia (31/08 a 10/09) e São João de Meriti (10 a 20/09). De lá, seguirá para a Diocese de Nova Iguaçu.

Feita em madeira, a Cruz da Esperança traz ao centro a silhueta do Cristo Crucificado, permitindo ao olhar ir além da dor da Paixão e da Morte, para contemplar a força da ressurreição e da esperança. Uma esperança que, como ensina São Paulo, “não engana” (Rm 5,5).

Na bula de proclamação do Jubileu, o Papa Francisco destacou que “através da escuridão, vislumbra-se uma luz: descobre-se que a evangelização é sustentada pela força que brota da cruz e da ressurreição de Cristo” (n. 4). É essa luz que a Cruz da Esperança busca irradiar por onde passa, especialmente nos lugares onde a vida se vê ameaçada.

Feridas visíveis, esperança possível

Cada uma das 11 Circunscrições Eclesiásticas do Regional Leste 1 – CNBB contribuiu com um símbolo representando as dores e desafios que afetam sua realidade local, associando-as à Paixão de Cristo. Esses sinais foram encapsulados em pequenas cápsulas transparentes fixadas na Cruz, tornando-a um ícone vivo da esperança que brota mesmo em meio ao sofrimento.

São esses os clamores presentes na Cruz:

  • Administração Apostólica São João Maria Vianney: aborto
  • Barra do Piraí-Volta Redonda: poluição provocada pela CSN
  • Campos: queimadas
  • Duque de Caxias: poluição dos rios
  • Itaguaí: poluição dos oceanos
  • Niterói: HIV/AIDS
  • Nova Friburgo: população em situação de rua
  • Nova Iguaçu: mães que perderam filhos para a violência
  • Petrópolis: desastres ambientais
  • Rio de Janeiro: violência ostensiva
  • Valença: homicídio de jovens

A presença desses símbolos convida à oração, à escuta e ao compromisso. A cada parada, a Cruz deverá visitar locais onde a esperança é desafiada, tornando-se um sinal de presença, denúncia e anúncio de vida nova.

Missão em curso

A peregrinação da Cruz da Esperança é, antes de tudo, um chamado missionário. Em cada região da Diocese de Duque de Caxias, haverá celebrações, momentos de oração e visitas às comunidades. A proposta é fazer com que o símbolo não apenas passe, mas permaneça no coração do povo, despertando conversão e compromisso com os mais vulneráveis.

Em sintonia com o espírito jubilar, a Cruz não é apenas memória do sofrimento, mas também profecia de esperança. Seu percurso é expressão visível de que a Igreja, mesmo diante das dores do mundo, não deixa de anunciar que Cristo venceu a morte – e continua sendo a esperança de seu povo.

Com informações de Padre Alcindo Martins Milena, Coordenador Diocesano de Pastoral

 

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