Diocese encerra Ano Jubilar 2025 e abre Ano Missionário em missa na Catedral de Santo Antônio

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A Diocese de Duque de Caxias celebrou, neste domingo (28), às 11h, na Catedral de Santo Antônio, a Missa Solene de Encerramento do Ano Jubilar 2025 – Peregrinos da Esperança, na Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. A celebração marcou também a abertura oficial do Ano Missionário Diocesano, que será vivido ao longo de 2026.

A missa foi presidida por Dom Tarcisio Nascentes, bispo de Duque de Caxias, e contou com a presença de Dom Lucio Nicoletto, bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia. Missionário com longa trajetória na Diocese de Duque de Caxias, Dom Lúcio exerceu diversos serviços pastorais, entre eles o de reitor do Seminário Maior Santa Maria.

Na acolhida, Dom Tarcisio definiu a presença de Dom Lucio como “uma doce surpresa da divina providência”, ressaltando o significado de receber um amigo e missionário justamente no momento em que a Diocese encerrava o Jubileu e iniciava uma nova etapa missionária. “Nada mais oportuno do que celebrar esse momento com alguém que ajudou a construir a nossa caminhada”, afirmou o bispo.

Jubileu como tempo de esperança vivida

Em sua homilia, Dom Tarcísio recordou o sentido do Ano Jubilar 2025, convocado pelo Papa Francisco, e destacou que a esperança cristã não é sentimento vago, mas compromisso concreto com a vida e com a missão da Igreja.

“O Jubileu foi um grande kairós, um tempo favorável de graça, no qual fomos chamados a manter acesa a chama da esperança, mesmo em meio às incertezas do nosso tempo”, disse o bispo, citando a bula Spes non confundit.

Dom Tarcisio lembrou que o lema “Peregrinos de Esperança” nasceu do contexto marcado por crises, violências e desafios sociais, e sublinhou que a Igreja é chamada a responder a esse cenário com fé, solidariedade e proximidade. “A esperança cristã nasce do encontro pessoal com Cristo, nossa esperança, e se traduz em gestos concretos de misericórdia”, afirmou.

Segundo o bispo, o Jubileu vivido na Diocese foi marcado pela oração, pela peregrinação às igrejas jubilares, pelas obras de misericórdia e pela reconciliação sacramental. “Fomos convidados a experimentar, de modo confiante e restaurador, o abraço da misericórdia de Deus”, destacou.

Abertura do Ano Missionário Diocesano

Ao olhar para o futuro, Dom Tarcisio ressaltou que o encerramento do Jubileu não significa um fim, mas uma passagem. “Encerramos o Ano Jubilar, mas abrimos um novo tempo: o Ano Missionário Diocesano. A esperança celebrada agora precisa se transformar em missão”, afirmou.

O bispo recordou que o Ano Missionário é fruto da caminhada sinodal da Diocese e das decisões da Assembleia Diocesana de Pastoral, realizada em novembro. O tema escolhido é “Do batismo à missão: seguimos os passos do Ressuscitado”, com o lema “Missionários de esperança, ide e proclamai o ano da graça e da vida”.

“A fé é um caminho: começa no encontro com Cristo no batismo e se realiza no envio missionário”, explicou Dom Tarcisio, reforçando que toda a Igreja é sujeito da missão.

Gesto concreto de comunhão missionária

Durante a celebração, o Padre Bruno Oliveira, vigário geral e cura da Catedral, destacou a comunhão missionária da Diocese e incentivou os fiéis à generosidade na coleta do ofertório. Todo o valor arrecadado foi destinado à Prelazia de São Félix do Araguaia, como gesto concreto de partilha e solidariedade missionária.

Procissão e envio missionário

Ao final da missa, Dom Tarcisio apresentou oficialmente a Carta Pastoral para o Ano Missionário Diocesano, que orientará a caminhada da Igreja particular de Duque de Caxias em 2026. Em seguida, após a bênção jubilar, os fiéis saíram em procissão, conduzidos pela lamparina acesa, símbolo presente durante todo o Ano Jubilar.

A lamparina, que iluminou as celebrações na Catedral e nas igrejas jubilares — Nossa Senhora do Pilar e São João Batista —, tornou-se sinal visível da esperança que agora se transforma em envio missionário.

Encerrando a celebração, ficou o apelo deixado pelo bispo diocesano: “Colocar Cristo no centro e seguir seus passos, levando esperança onde ela é mais necessária”.

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