Na manhã desta segunda-feira, 14 de julho, memória litúrgica de São Camilo de Lellis, padroeiro dos enfermos, dos hospitais e dos profissionais da saúde, a Catedral de Santo Antônio, no centro de Duque de Caxias, acolheu a Missa Diocesana da Pastoral da Saúde. A celebração foi presidida por Dom Tarcisio Nascentes dos Santos, bispo diocesano, e contou com a participação dos agentes da Pastoral e de sua coordenação diocesana.
Na procissão de entrada, a imagem de São Camilo foi entronizada com reverência, marcando o caráter devocional e pastoral da celebração. Em sua homilia, Dom Tarcisio destacou que o verdadeiro vínculo entre os seguidores de Cristo está no amor mútuo, que nasce do próprio amor de Deus. A partir do Evangelho de João (Jo 15,9-17), o bispo lembrou que o mandamento do amor é a base de uma comunidade cristã viva e atuante, especialmente no contexto da saúde e do cuidado com os mais frágeis:
“Permanecer no amor de Cristo é o que nos torna fecundos, capazes de dar fruto e viver a alegria que não passa. Quem vive esse amor cuida, quem ama serve, quem serve dá testemunho”, afirmou o bispo.
Quem foi São Camilo de Lellis
Camilo nasceu na Itália, em 1550. Após uma juventude marcada por conflitos e doenças, encontrou na fé cristã sua verdadeira vocação: dedicar-se inteiramente ao cuidado dos enfermos. Em 1582, sentiu-se chamado a fundar uma companhia de homens dispostos a cuidar dos doentes com dedicação e sem esperar recompensas. A congregação recebeu aprovação pontifícia do Papa Sixto V em 1586, e foi elevada à Ordem Religiosa por Gregório XIV em 1591. Seu legado de compaixão e serviço culmina no conhecido apelo dirigido aos cuidadores: “Mais coração nas mãos, irmão”.
Canonizado em 1746, São Camilo foi declarado pelo Papa Leão XIII, em 1886, como padroeiro dos enfermos e dos hospitais, juntamente com São João de Deus. Suas últimas palavras no leito de morte foram um testamento de fidelidade e amor ao carisma do cuidado: “Trabalhai com muita alegria nesta vinha do Senhor”.
A missão da Pastoral da Saúde
Presente nas comunidades, hospitais, casas, abrigos e onde quer que haja sofrimento humano, a Pastoral da Saúde é uma das expressões mais concretas da misericórdia cristã. Instituída oficialmente pela CNBB em 1986, a Pastoral atua em três dimensões: solidária (visitas e escuta), comunitária (formação e espiritualidade) e sócio-transformadora (articulação de políticas públicas e defesa do SUS).
Inspirada pelo Evangelho e pelo exemplo de São Camilo, a Pastoral da Saúde procura responder às grandes perguntas da vida — como o sofrimento e a morte — com a esperança que brota da ressurreição de Cristo. Segundo o Documento de Aparecida (2007), trata-se de evangelizar no mundo da saúde com um ardor missionário renovado.
Bênção aos enfermos e envio para a missão
Ao final da celebração, Dom Tarcisio aspergiu os fiéis com água benta, em sinal de purificação e renovação da fé. Recipientes com água benta foram distribuídos aos presentes para levarem às suas casas, como sinal das promessas do Batismo, memória viva de que Cristo é aquele que cura todas as feridas e males.
A Missa foi também um momento de envio para os agentes da Pastoral da Saúde, chamados a continuar sua missão com “mais coração nas mãos”, como desejava São Camilo. Com espiritualidade, escuta, presença e compromisso, esses homens e mulheres tornam visível o rosto misericordioso de Deus no cuidado com os doentes.

Imagens: Adielson Agrelos – DDCX Ascom


Agência Hesed.