aos presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas.
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo!
A instalação da Diocese de Duque de Caxias
A Diocese de Duque de Caxias foi criada, aos 11 de outubro de 1980, pela Bula Qui Divino Consilio, do Papa São João Paulo II, e instalada aos 12 de julho de 1981, na celebração eucarística em que tomou posse o seu primeiro bispo diocesano: Dom Mauro Morelli. Nossa Igreja Particular, com um território desmembrado das Dioceses de Petrópolis e Nova Iguaçu, é chamada a ser presença missionária da Igreja Católica nos municípios de Duque de Caxias e São João de Meriti e no mundo inteiro.
Igreja em estado permanente de missão!
Aos 22 de novembro de 2025 realizamos a Assembleia Diocesana de Pastoral. Aproximava-se, naquele momento, a conclusão do Ano Jubilar e nos encontrávamos empenhados na recepção do último Sínodo – “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Foi então que, na referida Assembleia, partilhamos os encaminhamentos para vivenciar, neste ano de 2026, o ANO MISSIONÁRIO DIOCESANO. Seu Tema e Lema, centrados na passagem do batismo à missão, foram assim delineados: Tema: “Do batismo à missão: seguimos os passos do Ressuscitado”; Lema: “Missionários de esperança, ide e proclamai o ano da graça e da vida”.
O sentido ou significado presente no Tema e Lema pode ser assim expresso: “Apresenta a fé como um caminho: do encontro pessoal com Cristo no batismo até o envio para levar a esperança ao mundo”.
Comunhão, participação e missão!
Como nos recorda o Papa Leão XIV: “Aquilo que o Senhor nos pede, de certo modo está já tudo contido na palavra ‘Sínodo’”, que “é palavra antiga e veneranda na Tradição da Igreja, cujo significado recorda os conteúdos mais profundos da Revelação”. É o “Senhor Jesus que se apresenta a si mesmo como ‘o caminho, a verdade e a vida’ (Jo 14,6)”, e “os cristãos, na sua sequela, são originariamente chamados ‘os discípulos do caminho’ (cf. At 9, 2; 19, 9.23; 22, 4; 24,14.22)”. Nesta perspectiva, a sinodalidade é muito mais do que a celebração de encontros eclesiais e assembleias de Bispos, ou uma questão de simples administração interna da Igreja; ela “indica o específico modus vivendi et operandi da Igreja, o Povo de Deus, que manifesta e realiza concretamente o ser comunhão no caminhar juntos, no reunir-se em assembleia e no participar ativamente de todos os seus membros na sua missão evangelizadora”. Entrelaçam-se assim o que o título do Sínodo propõe como eixos fundamentais de uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.
A Dedicação da Catedral de Santo Antônio
Por ocasião da celebração dos 30 anos da instalação da Diocese – Jubileu de Pérola –, aos 12 de julho de 2011, Dom José Francisco Rezende Dias, seu 2º bispo, marcou excelsamente aquela data com a solene Dedicação da nossa Catedral.
No registro do Jornal Pilar, edição nº 252, de agosto de 2011, assim lemos, na coluna “Palavra do Bispo”, da lavra de Dom José: “A dedicação da Catedral foi um momento rico de comunhão e participação, com representantes de todas as paróquias. Como falei no sermão: nossa igreja-catedral, linda por sinal, é assim: aberta e foi dedicada. Nossa igreja-diocesana, linda por sinal, é também assim: aberta. Ela quer abrir-se e manter-se aberta. Ela quer ser católica, aberta, universal, pronta a entender e acolher, sem medos, a grande alma do mundo, cansada de si mesma. A alma cansada de um mundo cansado precisa de um lugar onde descansar à sombra da árvore da sabedoria que vem do Alto”.
Ao fazer breve memória desses dois marcantes momentos de nossa história: a Instalação da Diocese e, nos seus 30 anos, a Dedicação da Igreja Catedral, desejo dirigir-lhes, ao celebramos os 45 anos do primeiro e os 15 anos do segundo, uma orientação e um alegre convite
A orientação
Sobre como proceder, liturgicamente, no dia 12 de julho, recordo o que orienta o Diretório Litúrgico da CNBB. Este, no item “VI. RUBRICAS PARA A CELEBRAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA DEDICAÇÃO DAS IGREJAS CATEDRAIS”, assim reza:
- Quando o aniversário ocorre em dia de semanaa) na própria igreja catedral: Solenidade
Ofício solene do Comum da Dedicação (com I Vésperas).
Missa do Comum da Dedicação: Glória, Creio. Prefácio da Dedicação.
Leitura (três) à escolha no Lecionário (vol. III, p. 235-249).
b) na Diocese: Festa
Ofício festivo do Comum da Dedicação
Na Hora Média, ant. e salmos do dia de semana.
Missa do Comum da Dedicação: Glória, Creio. Prefácio da Dedicação.
Leituras (duas) à escolha no Lecionário (vol. III, p. 235-249).
- Quando o aniversário ocorre em domingo do tempo comum
a) na própria igreja catedral: Solenidade
cf. acima: n. 1, a).
b) na Diocese: Festa
Ofício festivo do Comum da Dedicação (com I Vésperas)
Missa do Comum da Dedicação: Glória, Creio. Prefácio da Dedicação.
Leituras (três) à escolha no Lecionário (vol. III, p. 235-249).
O convite
Convido todos os fiéis que puderem para a Missa Solene, às 11 horas, em nossa Catedral. Vamos dar graças pelos 45 anos da Instalação da Diocese e pelos 15 anos da Dedicação da Catedral. Aos párocos e administradores paroquiais, peço que enviem representantes para a Missa das 11 horas na Catedral, e recordem, nas diversas celebrações paroquiais, os dois significativos momentos de nossa história, pelos quais damos graças a Deus.
Desejo mais uma vez colocar o Ano Missionário diocesano e todos nós, sob a proteção materna da Virgem do Pilar. O empenho missionário de todos possa favorecer, sob a ação da graça, em cada irmão e irmã, o deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade de seu amor.
O bom Deus a todos nós abençoe e fortaleça!
Dom Tarcisio Nascentes dos Santos
Bispo de Duque de Caxias
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Agência Hesed.